Câncer de Mama: rastreamento ou prevenção?

O câncer de mama é o câncer mais frequente entre as mulheres.   São poucas as indicações de prevenção primária do câncer de mama.  Na realidade, para a maior parte da população, o que fazemos é o rastreamento (ou prevenção secundária), ou seja, tentamos detectá-lo o mais precocemente possível, para assim, aumentar as chances de cura.

O rastreamento é realizado através do exame clínico mamário e da realização anual da mamografia, indicada para mulheres acima de 40 anos.  Para mulheres abaixo de 40 anos, indicamos o rastreamento apenas em pacientes consideradas de alto risco.

A realização de mamografia deverá ser complementada, a critério médico, com outros exames (como ultrassonografia de mama ou até mesmo, em casos selecionados, ressonância nuclear magnética de mamas).

Conhecemos alguns fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama.  Porém, ter um fator de risco, ou mesmo vários, não significa que a doença será desenvolvida.  A maior parte das mulheres que têm um ou mais fatores de risco, nunca desenvolvem a doença, enquanto muitas mulheres com câncer de mama não têm fatores de risco aparentes (outros do que ser mulher ou envelhecer).  Entre os principais fatores de risco para câncer de mama estão:

  • ser mulher
  • idade (envelhecer)
  • uso de terapia de reposição hormonal combinada
  • consumo de álcool
  • densidade mamária aumentada
  • obesidade
  • exposição à radiação ionizante
  • história familiar de câncer de mama
  • história pessoal de câncer de mama
  • mutação genética associada ao câncer de mama
  • algumas doenças mamárias benignas que aumentam o risco para o câncer de mama, como hiperplasias atípicas e carcinoma lobular in situ
  • fatores reprodutivos que aumentam a exposição ao estrogênio endógeno, como menarca precoce (< 12 anos) e menopausa tardia (> 55 anos), não ter filhos e não amamentar

Alguns fatores de risco são modificáveis.  Evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos, assim como evitar a ingesta alcoólica, mesmo que moderada, podem reduzir o risco de câncer de mama.  Doenças mamárias benignas que aumentam o risco para câncer de mama podem ser prevenidas com uso de medicação.  Porém, alguns fatores de risco não têm como ser evitados, como fatores genéticos.

Sabemos que algumas mutações genéticas aumentam o risco de câncer de mama em até 80% ao longo da vida.  Algumas mulheres optam por cirurgias redutoras de risco, enquanto outras escolhem manter o rastreamento de alto risco.

É importante não deixar de se cuidar.  A detecção precoce do câncer de mama é fundamental para aumentar as chances de cura.

Quer saber mais ou tem alguma dúvida?  Pode entrar em contato com priscilamarshall@cfemme.com.br ou visitar nosso site www.cfemme.com.br.